quinta-feira, 4 de junho de 2009

Estrutura do músculo esquelético

Os músculos esqueléticos são formados por feixes paralelos de numerosas células muito longas, as fibras musculares, cuja membrana plasmática é chamada sarcolema (sarkos, em grego, significa carne). O citoplasma (sarcoplasma) destas células contém centenas de filamentos contráteis organizados em paralelo, as miofibrilas. Estas são compostas por dois tipos principais de filamentos protéicos, filamentos grossos e filamentos finos, e sua disposição resulta no padrão de bandas de diferentes refringências, que conferem uma aparência estriada a fibra muscular (ao microscópio óptico). Ao microscópio eletrônico, é possível visualizar zonas claras e escuras alternadas: as bandas I(de isotrópicas), contendo somente filamentos finos, e as bandas A (de anisotrópicas), contendo filamentos grossos e finos parcialmente sobrepostos. No centro da banda I aparece a linha Z (ou disco Z). Os filamentos finos se interdigitam nos filamentos grossos. Os arranjos de filamentos grossos e finos formam o sistema contrátil, e a unidade repetitiva dos arranjos de filamentos grossos e delgados, em cada miofibrila, é a unidade básica contrátil, chamada de sarcômero, região compreendida entre duas linhas Z.


Filamentos grossos: Miosina

Os filamentos grossos são constituídos basicamente por miosina, uma proteína com seis cadeias polipeptídicas: um par de cadeias grandes e pesadas, e dois pares de cadeias leves. As cadeias se organizam em uma porção fibrosa, a cauda da miosina, e duas porções globulares idênticas, as cabeças da miosina. A cauda é um longo bastão em dupla hélice, resultante da associação das duas cadeias pesadas, com estrutura em α-hélice, que se espiralam uma em torno da outra, ao longo de grande extensão da região carboxila terminal, formando uma super-hélice. Na extremidade amino terminal da dupla hélice, as cadeias pesadas dobram-se separadamente e cada uma se une a duas cadeias leves formando as cabeças da miosina. Cada cabeça possui um domínio catalítico e um domínio mecânico (ou regulador). O domínio catalítico contém o centro ativo com atividade ATPásica e o sítio de ligação dos filamentos finos. O domínio mecânico é constituído por um trecho em hélice da cadeia pesada ao qual se entrelaçam as cadeias leves; situa-se entre o domínio catalítico e a cauda da miosina, aos quais se une por ligações flexíveis. As cabeças da miosina também são chamadas de S1, por corresponderem a um dos fragmentos peptídicos produzidos por digestão parcial da miosina com enzimas proteolíticas, o fragmento S1(de subfragment 1). Os filamentos grossos são formados por centenas de moléculas de miosina, associadas cauda a cauda. As cabeças ficam orientadas em direções opostas em relação ao centro do sarcômero, onde se encontram somente segmentos lineares, as caudas. As cabeças projetam-se a intervalos regulares, podendo ligar-se aos filamentos finos, constituindo as pontes cruzadas. A porção central dos filamentos grosso não possui pontes cruzadas, e estas se projetam em grupos de três a partir do filamento grosso. Os filamentos grossos no músculo estriado têm 1,6 µm de comprimento e contém uma estimativa de 300 a 400 pontes cruzadas.


Filamentos finos: Actina, tropomiosina e troponina

A principal proteína do filamento fino é a actina, que pode existir na forma globular ou fibrosa, dependendo da força iônica do meio. Ela é formada por subunidades globulares chamadas de actina G, que se polimerizam de forma helicoidal formando um filamento chamado de actina F. Cada filamento fino contém uma molécula de actina F associada a duas outras proteínas, a tropomiosina e a troponina. A tropomiosina é uma molécula em forma de bastão, composta por duas cadeias polipeptídicas separadas. Os polipeptídios individuais têm uma estrutura básica em α-helice, e os dois peptídeos helicoidais estão enrolados, um ao redor do outro, para formar uma super-hélice; ela se insere ao longo do sulco entre as duplas hélices da actina F, cobrindo sete monômeros de actina. A união de varias moléculas de tropomiosina constitui um filamento que se estende por toda a superfície da actina F. Cada molécula de tropomiosina esta unida a uma molécula de troponina. Esta é a proteína reguladora da interação da actina com o filamento grosso. A troponina é uma proteína composta por três subunidades: a troponina I (TnI), que se une a actina inibindo a ligação de S1 à actina; a troponinaT (TnT), que se une a tropomiosina; e a troponina C (TnC), que pode se unir a íons de cálcio.


*Bibliografia:

http://www.ufmt.br/bionet/principal.htm http://www.portalesmedicos.com/images/publicaciones/0907_marcadores_bioquimicos_cardiacos/marcadores_cardiacos_troponina_2.jpg

MARZZOCO, A.; TORRES, B.B. Bioquímica básica. 3ª edição. Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2007.

BERNE, RM; LEVY, MN. Fisiologia. 4ª edição, Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2000


Postado por: Bruna Neuhauss

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Atividades domésticas podem melhorar a saúde mental.


As limpezas domésticas podem ter um efeito positivo na saúde mental das pessoas. O estudo publicado no "British Journal of Sports Medicine" conclui que 20 minutos de exercício intensivo durante a semana podem reduzir sintomas depressivos.
“Muitos estudos sugerem que o exercício traz benefícios para a saúde mental, pela primeira vez fomos capazes de medir a quantidade de exercício que faz a diferença “, disse Mark Hamer, da University College de Londres, onde este estudo foi realizado.
Noutra investigação, feita pelo Scottish Health Survey, concluiu-se que fazer exercício uma vez por mês reduzia 33 por cento o risco de stresse e ansiedade, enquanto que realizar tarefas domésticas ou caminhar reduzia 20 por cento o risco. 
No entanto, limpar o pó ou correr para o autocarro não é suficiente para ver melhorias, já que o esforço tem que durar os 20 minutos e implica que as pessoas fiquem ofegantes.
Os investigadores ainda não conseguiram descobrir a ligação entre os dois fatos, mas o exercício poderá reduzir alguns riscos que provocam a depressão como a intolerância à glicose, inflamações e problemas cardiovasculares. “Mas é como o ovo e a galinha”, comentou Mark Hamer à BBCnews, “já que os que sofrem de stresse e ansiedade mais dificilmente fazem atividade física”.

Bibliografia:

 http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1325439

Postado por Rafaella Santin.

Nutrição esportiva



O descuido com relação à alimentação pode interferir no rendimento durante uma competição e causar problemas de saúde decorrentes da prática esportiva, visto que a alimentação é responsável pela: redução da fadiga, reparo de lesões, otimização dos depósitos de energia e força, saúde geral do atleta, melhora no desempenho e reposição de eletrólitos.
A dieta deve ser adequada à modalidade esportiva e às características de cada individuo, respeitando o seu posicionamento na equipe, a eficiência de seus movimentos, as exigências dos treinos, a programação de viagens, que, se, somada a uma possível falta de conhecimentos sobre nutrição que podem levá-lo a realizar uma alimentação deficiente.
Nossa alimentação é composta por macronutrientes e micronutrientes. Sendo os carboidratos (CHO), proteínas (compostas por aminoácidos) e lipídios (gorduras) os macronutrientes e os sais minerais, água e vitaminas os micronutrientes. O balanço na ingestão destes componentes é fundamental para a saúde e para o sucesso desportivo.
Os atletas diferem dos sedentários nas quantidades ingerigidas. Os atletas podem apresentar uma necessidade calórica até 5 vezes a de uma pessoa sedentária. O atleta deve procurar manter um equilíbrio em cinco áreas: balanço calórico, de nutrientes, hídrico, mineral e vitamínico.
Balanço Calórico:
· envolve toda produção de energia a partir dos CHO, aminoácidos e lipídios obtidos na alimentação e os gastos basais e da atividade motora do atleta
· depende do metabolismo basal, que varia de acordo com tamanho, sexo, idade e percentual de gordura.
Balanço Nutricional:
· é a relação entre carboidratos, lipídios e proteínas. Uma dieta normal deve ter por volta de 60% de CHO, 15% de proteínas e 25% de gorduras. Atletas precisam de aumento na quantidade de proteína, enquanto um sedentário deve consimir em média 0,8 g por kg, o atleta deve consumir entre 1 e 2 g por kg de peso corporal.
Balanço Hídrico:
· a água tem a função de solvente no nosso corpo, atua em reações enzimáticas e na termorregulação. A falta de água durante o exercício faz com que a frequência cardíaca e a temperatura corporal subam, baixe o volume sistólico e a pessoa entre num estado de cansaço progressivo que resultará na interrupção da atividade.
Balanço Mineral:
· o atleta sua bastante, propiciando a perda de cloro, sódio, magnésio e potássio. O sódio e o cloro são perdidos através do suor e devem ser repostos, durante e após a atividade, uma vez que são elementos participantes da contração muscular.
Balanço Vitamínico:
· uma alimentação normal fornece todas as vitaminas necessárias ao atleta, não havendo necessidade em suplementação. Alguns atletas, contudo, precisam de uma necessidade ligeiramente aumentada de vitaminas B1 por ela ser um fator participante da degradação do CHO.

Carboidratos:
Os carboidratos são encontrados no corpo na forma de glicogênio. Ainda que pequenas, as reservas de glicogênio do organismo são importantes durante o período de jejum e também durante a situação de exercício prolongado, na qual a glicose e os ácidos graxos são oxidados para fornecer energia para a contração muscular.
Devido ao fato de o organismo não digerir e nem absorver todos os carboidratos com a mesma velocidade, um mecanismo denominado índice glicêmico foi desenvolvido para avaliar o efeito dos carboidratos sobre a glicose sanguínea. O índice glicêmico é um indicador qualitativo da habilidade de um carboidrato ingerido em elevar os níveis glicêmicos no sangue, fornecendo informações efetivas para um plano nutricional apropriado em relação à suplementação estratégica de carboidratos para o exercício. Isso vem sugerir que, além do tipo de carboidrato (simples ou complexo), o índice glicêmico pode ser usado como um guia de referências para a seleção do suporte nutricional ideal de carboidratos para os esportistas.


Proteínas:
As proteínas são estruturas formadas por aminoácidos e uma de suas principais funções é restituir as estruturas corporais, como pele e músculo. São mais recomendadas para o pós-exercício, mas diversos trabalhos vêm pesquisando o seu papel como suplementação durante a atividade, principalmente para atividades de várias horas. Embora possibilite o anabolismo, a ingestão por si só não aumenta a massa muscular. A única maneira de hipertrofiar o músculo é com treinamento de força.
O excesso da ingestão proteica não traz qualquer benefício, podendo até sobrecarregar o fígado e rins e provocar descalcificação de ossos.


Lipidíos:
São formas de energias necessárias para o armazenamento de vitaminas ( A,D,E,K ) . As gorduras podem ser saturadas, derivadas de gorduras animais ( carnes , ovos , leites e derivados ) , gorduras hidrogenadas e parcialmente hidrogenadas ( margarinas ) , as insaturadas são de origem vegetal ( óleo de amendoim, soja , milho , girassol ,etc. ) . As gorduras devem ser consumidas com limitações pois elevam o colesterol, podendo causar doenças arteriais coronarianas e outras e que impedem o armazenamento de glicogênio muscular e pertubam o funcionamento do fígado.
São a principal fonte de energia quando o corpo está em homeostase ou steady-state, momentos em que o metabolismo aeróbico é o predominante.


Bibliografia:
http://www.nutricaoesportiva.cjb.net/
http://www.mlbellotto.com/nutricao.html

http://www.unb.br/fef/downloads/keila/nutricao_esportiva_2_smd.ppt#256,1,NUTRIÇÃO ESPORTIVA
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiWnqsWtGOIgHf0y9qerN3ZX5tSnNiqLzVlVUDMnYS0RMmed41__sABGL-oyhpjY3n2bisECZk7-8uQMy0539W7kWRH2ot1dGDvBRr0YCFFK_tkCfD8fxpMuKQpWcuFhQtBGq7tJBVIS08/s320/nutri%C3%A7ao.png
http://user.img.todaoferta.uol.com.br/U/Z/TG/EBPC8R/1241987920260_bigPhoto_0.jpg
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1517-86922006000400005&script=sci_arttext&tlng=en
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nutri%C3%A7%C3%A3o_esportiva
http://www.nutrinews.com.br/edicoes/Mat03Ed186NutricEsport.html
Postado por Tarcila de Andrade

terça-feira, 2 de junho de 2009

Exercício Físico na Terceira Idade


O exercício físico é muito importante, independentemente da sua idade.Uma faixa etária em especial precisa muito da atividade física para cuidar da saúde.
Realizar exercícios é a melhor forma de se estimular o aumento das massas óssea e muscular, aumento de força e resistência, perda de gordura, aumento da mobilidade e proteção articular, e tudo isto é mais eficientes nos idosos.A intervenção pelos exercícios se constitui em uma medida eficaz para minimizar os efeitos das alterações fisiológicas decorrentes do processo de envelhecimento.
O exercício físico na terceira idade pode trazer benefícios tanto físicos, como sociais e psicológicos contribuindo para um estilo de vida mais saudável dos indivíduos que o praticam.Um tipo de exercício físico recomendado é a musculação que além de tudo previne e combate certas doenças como artrose, osteoporose, diabetes, hipertensão, doenças coronarianas, obesidade, ansiedade e depressão.
Estudos mostraram que homens e mulheres com 87 anos experimentaram um aumento de força de 90% ao fim de 10 semanas de treino de resistência. Para as mulheres, existe uma vantagem a mais: a musculação aumenta a densidade óssea naquelas que estão na menopausa, ajudando a prevenir fraturas dos ossos.(Fonte on line: www.maisde50com.br, Agosto 2001)

A caminhada também é muito importante, principalmente aos idosos que não podem fazer atividade mais "pesada". De acordo com o fisiologista Turíbio Leite de Barros, da Unifesp, andar é aconselhável para estimular a fixação de cálcio nos ossos, prevenindo a osteoporose. (Revista Saúde, Julho 2001).
A prescrição de exercícios para o idoso é desafiante porque há muitas questões envolvidas, entre elas as clínicas e as psicológicas. Dessa forma se faz necessária uma avaliação geriátrica abrangente que contemple todos os aspectos inseridos no envelhecimento. A escolha do exercício físico para pessoas idosas também é complexa pois muitas atividades que poderiam ser prazeirosas para a pessoa são inviáveis devido à perda de aptidão decorrente da idade avançada e do sedentarismo.
Conclui-se então que os idosos podem e devem fazer algum tipo de exercício físico, principalmente porque a probabilidade de surgirem muitas doenças cai significativamente.Vale ressaltar que antes de começar uma atividade deve se consultar um médico.


BIBLIOGRAFIA:
http://www.nutrimais.com/nutri/esporte/exerc_idoso.asp
http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/variedades/exerc_terceira_idade_heloisa.htm

Postado por Ana Luísa Barreto









Alimentação pós-atividade física


Exercício físico é essencial na perda de medidas indesejáveis, mas somente ele não é suficiente, uma alimentação adequada faz, sem sombra de dúvidas, a diferença. 

Cada tipo de exercício queima um certo tipo de substrato a fim de produzir energia para o corpo, as fontes primárias de energia são os carboidratos e as gorduras e as proteínas são utilizadas em último

 caso, quando o indivíduo entra em estado de inanição. No exercício moderado o corpo tende a queimar mais gorduras que carboidratos e no exercício mais intenso esse cenário se inverte, outro fator influenciador é o tipo do exercício, quanto a sua abrangência no corpo, se apenas parte dele ou ele todo, é exatamente esse último fator que muda o tipo de substrato utilizado na produção de energia.

Outro fator importantíssimo é a alimentação pós-atividade física, estudos comprovam que o tipo de alimento ingerido após o treino influi no metabolismo Os resultados novamente confirmaram que a insulina de nosso corpo tem capacidade de “limpar” as calorias de forma mais eficaz quando a refeição contém pouco ou nenhum carboidrato.”. 

Essa mesma pesquisa mostra que para indivíduos que praticam exercício físico freqüente, porém para fins estéticos ou de qualidade de vida a ingestão de carboidratos após o exercício físico somente atrapalha o “after burning” de calorias e os benefícios do exercício são praticamente anulados. Por outro lado, para atletas de alta performance é recomendado que se faça tal dieta após o exercício, porque as calorias perdidas são muitas podendo trazer ao atleta prejuízo metabólico. 

 

Bibliografia

JørnW. Helge, Bente Stallknecht, Erik A. Richter, Henrik Galbo and Bente Kiens, Copenhagen Muscle Research Centre, Department of Biomedical Sciences, Panum Institute and Department of Human Physiology,Institute of Exercise and Sport Sciences, University of Copenhagen, Denmark (2007)

Carta Capital - 11 de Fevereiro de 2009


Postado por Taís Senna

domingo, 31 de maio de 2009

Respostas hormonais ao exercício físico


O exercício físico provoca respostas hormonais no organismo que traz alterações fisiológicas e psicológicas. Entre os que atuam para que haja as respostas, encontram-se as endorfinas, hormônio liberado após a prática de atividade física.

Endorfinas:
As endorfinas são substâncias bioquímicas analgésicas segregadas 
pelo cérebro que executam um papel essencial no equilíbrio entre o tônus vital e a depressão. Delas depende que nos encontremos bem ou mal. Além de aliviarem a dor, elas colocam o organismo inteiro em um estado de relaxamento no qual a energia pode atuar livremente e inclusive curar doenças. As endorfinas exercem um importante papel neurotransmissor no sistema nervoso central, possuem a capacidade para despolarizar as membranas celulares, o que diminui o impulso nervoso.Além disso, durante os exercícios, interações entre insulina, glucagon, hormônio do crescimento e as catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) são, na maior parte das vezes, responsáveis pela disponibilidade de carga de substratos e por sua utilização.

Hormônio do crescimento:
O hormônio do crescimento (GH), além de ser um potente agente anabólico, estimula diretamente a lipólise. Suas concentrações encontram-se elevadas durante o exercício, sendo que, quanto mais intenso for o exercício, maior a quantidade liberada deste hormônio.
Catecolaminas:
A atuação em conjunto destes dois hormônios promove, entre outros efeitos, o aumento da taxa metabólica, da liberação de glicose e de ácidos graxos livres no sangue, sendo que o aumento no gasto energético é positivo no combate à obesidade.
Glucagon e insulina:
No exercício, à medida que os níveis plasmáticos de glicose no sangue vão diminuindo, ocorre estimulação da glicogenólise hepática pelo aumento gradual da concentração plasmática de glucagon. Quanto maior a duração do exercício, maior a liberação de glucagon, sendo que, em exercícios moderados de curta duração, observa-se diminuição nos seus níveis plasmáticos.
O efeito do exercício na concentração de insulina é o contrário do que ocorre com o glucagon, estando suas concentrações diminuídas no período de atividade. Os fatores que podem levar à diminuição da insulina são o aumento da velocidade de transporte de glicose para dentro das células musculares, a ação das catecolaminas e a liberação de glucagon. A diminuição dos níveis de insulina é proporcional à intensidade do exercício, sendo que, em exercícios prolongados, ocorre um progressivo aumento na obtenção de energia proveniente da mobilização de triacilglicerois. Desta forma, o exercício torna-se importante por facilitar a captação de glicose e diminuir os níveis de insulina, sendo positivo para o indivíduo portador de diabetes.


Bibliografia:
• http://www.efdeportes.com/efd129/efeitos-metabolicos-e-hormonais-do-exercicio-fisico.htm
• MAUGHAN, Ron; GLEESON, Michael; GREENHAFF, Paul L. Bioquímica do exercício e treinamento. Ed. Manole Ltda, São Paulo, 2000.
• LAWSON, J. Endorfinas: a droga da felicidade. Ed. Eko, Santa Catarina, 1998.

Postado por: Rafaella Santin


Overtraining: excesso de exercício físico

Todos nós sabemos que o exagero, nas maioria dos caso, acaba proporcionando resultados diferentes dos inicialmente desejados.
Por que então seria diferente quando falamos de exercício físico?
O excesso de exercíco desestabiliza o corpo e provoca inúmeros sintomas perceptíveis, quando está em um estágio extremamente prejudicial.
Esse exagero ocasiona uma síndrome chamada overtraining, inicialmente diagnosticada somente em atletas e hoje encontrada em pessoas de diferentes idades, sexo e atividade profissional.O overtraining pode ser definido como sendo a condição na qual as pessoas apresentam baixo nível de desempenho, apesar do treinamento continuado ou até mesmo aumentado (Maughan, Gleeson e Greenhaff, 2000).
O estado de overtraining conduz a uma resposta de estresse, intensificada pelo tempo insuficiente de recuperação entre os períodos de atividade. Como conseqüências do overtraining, vários tipos de lesões músculoesqueléticas podem surgir, dentre as quais destacam-se os chamados microtraumas, que podem ser definidos como sendo traumas que não causam dor, edema ou impotência funcional, mas que, pela repetição excessiva de exercícios, produzem lesões no tecido muscular, surgindo, assim, as lesões causadas por overtraining.
O mecanismo do excesso de treinamento é um círculo vicioso. O primeiro
sintoma é a falta de rendimento no exercício, causada por um excesso de
treinamento, que, por sua vez, leva ao aumento da prática de atividades
físicas.Segundo Fernando Torres, médico do esporte da Unifesp e da
Fórmula Academia, ao perceber que não está obtendo o resultado desejado, a pessoa acredita que é porque está malhando pouco e aumenta a dose, quando deveria descansar.
Intensificando o treinamento, a pessoa começa a sentir os outros sintomas do overtraining. Eles vão de aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos a insônia, irritabilidade e queda do sistema imunológico.
O overtraining é dividido em dois tipos: overtraining tipo parassimpaticotônico e overtraining tipo simpaticotônico.A síndrome de origem parassimpaticotônica é caracterizada pela predominância de processos de inibição, fraqueza física e falta de atividade motora. O atleta pode dizer que não se sente cansado, mas não se encontra em condições de mobilizar energia necessária para participar de um evento esportivo. O atleta em repouso pode não apresentar sintoma algum, mas os mesmos podem sobrevir furtiva e inesperadamente.Ocorrem também manifestações de ordem depressiva e neurohormonais, apatia e baixa freqüência cardíaca de repouso. Esse tipo afeta atletas altamente treinados em esportes aeróbios como triatlon, natação de longa distância, maratona e ciclismo de estrada e é mais comum em indivíduos mais velhos, com maior tempo de vida desportiva.
O tipo simpaticotônio é fácil de diagnosticar, pois o atleta sente-se doente e existe um grande número de sinais e sintomas indicadores como: anorexia, perda de peso corporal, sudorese, dores de cabeça, falta de energia, aumento de freqüência cardíaca basal e da pressão arterial, irritabilidade, insônia, inapetência, dificuldade de concentração, arritmias, aumento da resposta aguda das catecolaminas, adrenalina e noradrenalina, etc...Trata-se de uma resposta prolongada ao estresse, precedendo a exaustão, que acomete atletas mais jovens de esportes anaeróbios que envolvem velocidade, força e potência. Quantidades excessivas de treinamento, ansiedade e acúmulo de competições com intervalos insuficientes de recuperação são geralmente mencionados como fatores causadores de overtraining simpaticotônico. A ansiedade de ter que produzir esforços máximos no treinamento todo dia e competir em um grande número de eventos pode ser emocionalmente estressante, particularmente se o atleta é muito ansioso.
Muitos dias de treinamento intencionalmente pesado são seguidos por alguns dias de treinamento mais leve e descanso para que se consiga atingir a supercompensação e o ápice do desempenho.Portanto, para se conseguir o resultado desejado devemos nos manter bem longe da atividade fisíca exagerada.
Mantendo uma alimentação equilibrada, variando o tipo de exercício, respeitando o tempo de recuperação do corpo e sem esquecer de manter a frequência ideal de batimentos cardíacos, conseguiremos cuidar do nosso corpo e prevenir a síndrome do overtraining.

BIBLIOGRAFIA:
http://www.allanedfisicaartigos.hpg.ig.com.br/carreira/43/index_int_4.html
http://listas.cev.org.br/pipermail/cevleis/2004-July/006769.html
http://portaldocoracao.uol.com.br/exercicios-fisicos.php?id=2407#

Postado por Ana Luísa Barreto

sábado, 30 de maio de 2009

Tipos de fibras musculares

A classificação das fibras musculares faz-se de acordo com o metabolismo energético dominante, da velocidade de contração e da sua coloração histoquímica, a qual depende das atividades enzimáticas. Os músculos esqueléticos dos vertebrados são compostos por dois tipos principais de fibras: tipo I, as fibras lentas oxidativas ou vermelhas, e tipo II, as fibras rápidas ou fibras brancas, que são subdivididas nos tipos IIa ou rápidas oxidativas-glicolíticas e IIb ou rápidas glicolíticas.

* Tipo I: lentas oxidativas ou vermelhas
As fibras tipo I ou lentas oxidativas exibem cor vermelho-escuro devido à grande vascularização e alto conteúdo de mioglobina e citocromos, já que são especialmente ricas em mitocôndrias, além de terem diâmetros relativamente menores que maximizam a difusão do oxigênio até as mitocôndrias no interior da célula; naturalmente, têm alta capacidade de oxidar aerobicamente carboidratos e ácidos graxos para gerar ATP, permitindo exercícios duradouros. Elas também são ricas em enzimas oxidativas. A enzima succinato desidrogenase, que é uma enzima típica do metabolismo aeróbico, encontra-se em quantidades elevadas e constitui um marcador deste tipo de fibras. Têm também uma grande atividade da NAD desidrogenase e da citocromo oxidase. Como a velocidade de produção de ATP por processo aeróbios é bem menor do que a velocidade das vias anaeróbias e a reserva de substratos para a oxidação aeróbia é maior, as fibras tipo I têm contração mais lenta e mais prolongada e sofrem fadiga mais lentamente. O tipo de fibra muscular é determinado primariamente pela isoforma* da cadeia pesada da miosina (MHC, de myosin heavy chain) que é sintetizada. As fibras tipo I expressam a isoforma MHC-1, com a maior atividade ATPásica. Essas fibras lentas são encontradas em grande número em músculos importantes para atividades duradouras, como a manutenção da postura; um exemplo são os músculos das costas que sustentam a coluna vertebral.









As fibras do tipo I (também conhecidas como fibras “vermelhas”) são ricas em mioglobina.

*Tipo II: rápidas ou brancas
As fibras tipo II ou brancas, são de maior diâmetro, com predomínio de metabolismo energético anaeróbico. Possuem grandes quantidades de enzimas ligadas a este tipo de metabolismo, como por exemplo, a CPK (creatinofosfoquinase), necessária à regeneração rápida de ATP a partir da fosfocreatina. As quantidades das enzirnas desidrogenase láctica (LDH) e fosfofrutoquinase (PFK) são também elevadas. O músculo constituído por este tipo de fibras tem uma velocidade de contração, uma velocidade de condução na membrana e uma tensão máxima maior do que nas fibras do tipo I. Essas fibras têm elevados níveis de atividade da ATPase miofibrilar, o que revela grande velocidade na elaboração das interações actina-miosina.As fibras tipo II são subdivididas nos dois grupos abaixo:
-Fibras do subtipo IIa ou rápidas oxidativas-glicolíticas: São também fibras brancas, com predomínio do metabolismo anaeróbico, mas já com uma capacidade oxidativa superior, o que as toma ligeiramente mais resistentes à fadiga. Essas exibem um perfil contrátil, metabólico e morfológico intermediário entre os outros dois tipos de fibras: velocidade de contração mais ou menos rápida, ambas as capacidades metabólicas, aeróbia e glicolítica, e quantidade mediana de mitocôndrias.Elas expressam a isoforma MHC-IIa, de atividade intermediária.
-Fibras do subtipo IIb ou rápidas glicolíticas: Constituem o subtipo mais característico. São mais claras por serem praticamente destituídas de mioglobina e conterem poucas mitocôndrias.
São fibras de contração rápida, nas quais obtém energia quase exclusivamente por glicólise anaeróbia, usando apenas glicose e glicogênio, o que origina uma grande acumulação de ácido láctico no final do exercício. O componente aeróbico é reduzido. São fibras com um mau rendimento energético, que acumulam muito ácido láctico e H +; são facilmente fatigáveis. Predominam em músculos que movem pernas e braços.
Apresenta isoforma MHC-IIx, que tem menor capacidade de hidrolisar ATP.









As fibras do tipo II(“fibras brancas”) têm menor quantidade de mioglobina (daí sua coloração vermelho-clara ou mesmo esbranquiçada).



*Isoformas são um tipo particular de isoenzimas, resultantes de modificações pós-tradução (clivagem proteolítica, modificação covalente de aminoácidos etc.).

Bibliografia:

http://www.musculação.com/fibras-tipo-ii.html
http://www.musculação.com/fibras-tipo-i.html
MARZZOCO, A.; TORRES, B.B. Bioquímica básica. 3ª edição. Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2007.

Postado por: Bruna Neuhauss

Exercício aeróbio ou anaeróbio, eis a questão?!

Exercício aeróbio e anaeróbio, eis a questão!
Cada um desses dois tipos de exercício possuem influências sobre o corpo que os realiza e vamos, hoje, introduzir essa discussão.

O que é? 



Exercício aeróbio é todo exercício que utiliza oxigênio para fazer o metabolismo de moléculas a fim de produzir energia para o esforço realizado, geralmente, são exercícios de longa duração e estimulam o sistema cardio-respiratório. Exemplos de exercícios aeróbios são: caminhar, correr, dançar, nadar, etc.



Exercício anaeróbio é o exercício no qual não há o consumo de
oxigênio, levando o corpo a produzir energia por outras vias, nas quais o oxigênio não é necessário, nesse tipo de atividade os exercícios são de muita intensidade e de curta duração. Um exemplo de exercício anaeróbio é o exercício resistido, com pesos de cargas altas e de  séries curtas.

No exercício anaeróbio as células musculares usam a creatina fosfatada para formar ATP, porém esse estoque é curto durando de 10 a 15 segundos, e depois começa o processo de glicólise anaeróbia, criando ácido láctico, acredita-se que esse ácido prejudique o funcionamento muscular. Já no exercício aeróbio a via é outra, é a via do ciclo do ácido cítrico, contudo, não é essa a única via possível, no início do exercício aeróbio a via anaeróbia também é utilizada, porém seus resíduos são produzidos em uma velocidade na qual a célula consegue se livrar deles.

Tanto o exercício aeróbio quanto o anaeróbio promovem o aumento do metabolismo podendo queimar calorias por horas depois do exercício feito. Porém, só o exercício aeróbio tem a capacidade de queimar gorduras, mas as quantidades queimadas durante o exercício são muito baixas e se o indivíduo não tem uma dieta adequada nada o fará perder seus depósitos energéticos, o processo de "after burning" -queima de calorias depois de uma sessão de exercícios- é muito mais significativa no exercício anaeróbio.


Ambos exercícios são realizados no dia-a-dia, desde levantar uma 
caixa de leite pesada (anaeróbio) até caminhar até o supermercado (aeróbio)! Numa série, bem feita, de exercícios em uma academia sempre haverá um misto desses dois tipos, para trabalhar tanto a resistência quanto para estimular o ganho de massa muscular, evitar a perda de massa óssea, entre outros.



Portanto, ambos os exercícios são úteis e necessários para um corpo saudável, seus benefícios variam de ganho de massa muscular até benefícios cardio-respiratórios, passando por ganho de tônus muscular, ganho de massa óssea, diminuição da pressão arterial, aumento da resistência, liberação de endorfinas, etc. Seus benefícios são multiplicados quando associados a uma alimentação balanceada que atenda o objetivo do indivíduo, se emagracer, se ganhar massa muscular, se aumentar a capacidade respiratória ou outras.



Os sites pesquisados foram:


Postado por Taís Senna

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Boas Vindas!


Bem-vindo ao blog de bioquímica do exercício do primeiro semestre de 2009!

Este blog será postado pelas alunas Ana Luísa Barreto, Bruna Neuhauss, Rafaella Santin, Taís Senna e Tarcila de Andrade com a tutoria da veterana Jaqueline Cintra.

Neste blog temos por objetivo apresentar as questões relacionadas à bioquímica do exercício trazendo como referências artigos científicos, sites interessantes e atualidades à respeito do assunto. Queremos também, neste blog, ressaltar os benefícios do exercício para a saúde do corpo e da mente e a importância de uma boa alimentação associada a ele.

Almejamos alcançar nossos objetivos e entreter, vocês, leitores!

Até o próximo post!